Tema 2. O rastro do Movimiento Moderno em Extremadura. as aldeias de colonização
O Plan Cáceres e, nomeadamente, o Plan Badajoz significaram uma transformação enorme e irreversível de grande parte da região, sob o ponto de vista de ordenamento territorial, quer arquitetónico, ambiental ou sociológico. O trabalho do Instituto Nacional de Colonização durante a década dos anos 50 e início dos anos 60 e a consequente criação de novas aldeias nas novas áreas de cultivo, estabelecidas em áreas rurais e projetadas de vez, forçaram os seus arquitetos ao conhecimento da arquitetura vernácula e aos materiais e técnicas de construção da área.
Trabalhando esses parâmetros com noções estéticas próximas do racionalismo, isentas de elementos decorativos e supérfluos, foi gerado um trabalho contemporâneo, ligado às novas condições sociais e económicas dos colonos, facto que revelou uma verdadeira função social da arquitetura, baseada em questões bem mais profundas do que a simples linguagem plástica.
É de grande interesse a análise desses novos modelos de ordenamento e implementação urbanísticos, tanto do ponto de vista arquitetónico como sociológico. Na Extremadura, foram construídas 61 aldeias de colonização, das quais podemos extrair casos de estudo de enorme interesse, bem como estabelecer ligações com outras experiências nacionais e internacionais de colonização agrária.
Salientamos a arquitetura das instalações públicas como elementos aglutinadores da população e propagandísticos das prioridades do regime e a importância das artes plásticas em muitas igrejas. Mas também a vivenda e o seu pátio agrícola, as suas variantes tipológicas e de agrupamento, merecem ser analisados como modelo de habitação e sobrevivência.
- Diretrizes de ordenamento territorial e urbanístico..
- O trabalho do Instituto Nacional de colonização na transformação social e territorial. A função dos arquitetos.
- Experiências nacionais e internacionais de colonização agraria. O rastro na Extremadura.
- Integração das artes plásticas na arquitetura
