Tema 1. Do Vernáculo e do Moderno
Alguns anos atrás, teria resultado rara e radical a aproximação de alguns arquitetos espanhóis e portugueses ao Movimento Moderno, embora não se tenha deixado de considerar mais um estilo arquitetónico, isento do contexto político e social com que as primeiras vanguardas o tinham gerado. Foi, Provavelmente, o isolamento internacional e o contexto autárquico e de exaltação nacional onde desenvolveram o seu trabalho nas décadas referidas o facto que provocaria a revisão da modernidade, sob um ponto de vista conceitual muito mais próximo das realidades nacionais de ambos os países.
Partindo da consideração do próprio contexto, existe uma ligação entre o global e o local, numa altura onde muitos dos paradigmas do Estilo Internacional e da Carta de Atenas já estavam a ser discutidos na Europa. Basta referir os últimos quatro CIAM – Congressos Internacionais de Arquitetura Moderna, que decorreram na década dos anos 50, para atestar a sua autodefenestração progressiva, dando passagem ao Team X, à Continuitá e a outros movimentos revisionistas, mais na linha das circunstâncias existentes na Península Ibérica.
Em grande parte, acaba por ser a aproximação das raízes, da arquitetura popular, o facto que favorece a recuperação do fundamento social da arquitetura e a justificação de um racionalismo espontâneo. É interessante, portanto, abordar os testemunhos e casos de estudo que constituam arquétipos da síntese entre o vernáculo e o Moderno e as experiências de colonização do território, inseridas no seu contexto, sem nos esquecermos da existência de paralelismos e diferenças entre Espanha e Portugal, dada a limitada transferência de conhecimentos e o trabalho realizado entre eles naquela altura.
- A consideração do contexto. Entre o local e o global.
- A recuperação do fundamento social da arquitectura
- Paralelismos e difirenças na Península Iberica.
- Casos de estudo: síntese entre o vernáculo e o moderno.
